Otaku Gakuen

Persona 4

Publicado por: sh1nob1 em: Agosto 13, 2008

Um dos jogos que mais gostei ultimamente é Persona 4, da Atlus, lançado no Japão no dia 10 de julho de 2008. Já aviso que joguei poucas horas o Persona 3, que acabei deixando de lado, e os anteriores nem sei bem como é a história. Antes disso joguei apenas os Megami Tensei para SNES a uns 15 anos atrás, o que não vai servir para muita coisa na comparação deste jogo em questão.

O que me chamou a atenção no Persona 4 (e de quebra a vontade de jogar) no caso foram alguns fatores: uns reviews lidos (que na verdade nem sempre são confiáveis) e que o principal ilustrador e character design NÃO é o Kaneko Kazuma, autor do design geral em quase todos os Megami Tensei/Digital Devil Story e Persona. Essa parte em Persona 3 e 4 ficou nas mãos do Soejima Shigenori, que no caso já trabalha nos mesmos Megami Tensei desde a época do Playstation 1 e Sega Saturn, e por isso não destoa do trabalho de design que todos os fãs dessa série estão acostumados.

De certa forma o trabalho de design dos personagens nem conta muito, já que praticamente não há mudanças nessa parte durante os 21 anos de existência desta série, começando pelo Digital Devil Story: Megami Tensei, lançado em 87 para o cultuado nintendinho.
Bem, antigamente eu gostava do traço do Kaneko, mas depois de tanto tempo vendo o mesmo estilo e criaturas que beiram a bizarrice por causa da já falta de imaginação para criar criaturas novas (veja o caso do Pokemon) chega uma hora que esse detalhe vira uma barreira para se aceitar a jogar um game. Um exemplo do gosto duvidoso na arte do Kaneko pode se ver na transformação do Dante em Devil May Cry 3, mas há quem ache aquilo legal…
Na verdade eu sei que há casos contrários, de fãs que não gostaram do conceito dos Persona 3 e 4 pelo fato de não ter o trabalho do Kaneko Kazuma integral nesses games. Bem, gosto não se discute, mas podemos expor a nossa opinião.

Persona 4 se passa em um futuro próximo (2011), mas não quer dizer que há alta tecnologia sendo mostrada, tudo ocorre como se fosse como hoje. Começa com o nosso personagem se mudando para uma pequena cidade, seus pais saíram de viagem ao exterior e ele ficará durante 1 ano na casa de um tio policial e uma pequena prima. Sua tia morreu há alguns anos em um acidente de trânsito.

Logo após chegar nessa cidade, que era pacata até então, um estranho assassinato acontece, uma apresentadora de tv aparece morta, pendurada de ponta à cabeça, sem motivos claros da causa da morte. Também havia um estranho boato em que nas noites chuvosas, à meia-noite se pode ver imagens de outras pessoas na tela de uma TV desligada.
Ao tentar fazer isso, o nosso personagem acaba descobrindo como entrar em um outro mundo, para isso usa depois a tela de uma grande TV.

Nesse mundo encontra criaturas chamadas “Shadows”, que consegue derrotar com o poder dos Personas. Como sempre há outros personagens que vão se juntando a ele, para juntos solucionarem o mistério de uma série de assassinatos e sequestros.

Persona 4, como era de se esperar, é um Persona 3 melhorado, mas, na minha opinião, de forma bem explícita no quesito diversão. Em Persona 3 eu me sentia preso por não conseguir melhorar o nível de poder do personagem com liberdade a cada dia corrido dentro do jogo.

Em Persona 4 a cada dia podemos aumentar vários níveis no status, facilitando a nossa vida e levantando a animação para continuar jogando, pelo menos no meu caso. Um exemplo disso é que devemos formar e aprofundar relacionamentos com outros personagens, chegando até a ter uma namorada, mas nesse caso o relacionamento só é mostrado esporadicamente em pequenos eventos e gestos das personagens.

Aprofundando as relações com os “amigos” vão se acumulando níveis de 1 a 10, assim podemos criar vários Personas cada vez mais poderosos. Personas são como um Alter-ego que usamos nas lutas. Apenas o nosso heróis não tem um Persona fixo, ele pode ir usando outros mais fortes e com variados poderes no decorrer da história. Esses Personas são conseguidos derrotando os Shadows. Além disso, podemos criar outros Personas combinando até 6 Personas diferentes, o que no caso é uma das partes mais divertidas, podendo ficar quase 1 hora fazendo combinações diferentes até chegar a um Persona que mais agrade. E claro, pode ser um dos motivos de aborrecimento para pessoas com menos paciência, mas para infelicidade dessas pessoas esse sistema de combinação vem desde o primeiro game dessa série.
O ponto mais alto para mim são os eventos em que vários personagens participam, criando quase sempre cenas hilárias. Há várias cenas assim no decorrer de todo o game, onde o bom humor reina constante. Em quase todo o tempo o cenário é dentro da escola onde o nosso personagem estuda e quase todos os outros que se juntam à ele são colegas de classe ou da mesma escola.

Outra coisa que merece destaque é a trilha sonora, composta pelo músico Meguro Shoji. Boa parte são músicas cantadas, com toques de batidas e ritmos bem marcantes. Um bom exemplo é a abertura do game:

O tema geral roda em volta da TV e suas influências. O game mostra também algumas peculiaridades dos japoneses, como o fato da maioria gostar de óculos. No Japão é normal algumas pessoas comprarem óculos sem grau algum apenas para usar como acessório fashion. Mas o game também descreve bem o que seria uma pequena cidade, como em qualquer lugar, sobre os boatos que correm rapidamente a cidade toda e sobre o problema dos pequenos comércios de bairro com a chegada de um grande shopping center, por exemplo.

Como sempre eu acredito que boa parte da graça desse game pode se perder quando for lançado na versão em inglês. Boa parte do show fica por conta da ótima atuação dos “dubladores” japoneses, que logicamente combina com o jeito bem japonês de ser dos personagens e as piadas tão características. Mas podemos ter surpresas, que sinceramente rezo para que aconteça.

Algumas cenas do jogo:

13 Respostas para "Persona 4"

>>Ao tentar fazer isso, o nosso personagem acaba descobrindo como entrar em um outro mundo, para isso usa depois a tela de uma grande TV.

Urd? XD

Boa idéia, na próxima vez que eu for jogar eu coloco “URD” como o nome dele =P

Acho que vou dar uma chance a esse jogo, mesmo não tendo jogado os volumes anteriores. Gostei da luta “enfrentando os inimigos”. Deve ser bem LoL XD

To jogando o Persona 4 já faz um tempo e to gostando muito.

Vale destacar que a história se passa dois anos depois do final do Persona 3 e que alguns personagens e locais do jogo anterior voltam a aparecer. :)

Como eu havia dito, parei de jogar o P3 :X E até o momento não tenho vontade de voltar a jogar.
Mas tenho vontade de jogar P4 de novo para poder completar algumas coisas que não consegui, como ver toda a história do tio do herói e conhecer outros personagens secundários que resolvi não ir atrás. E também enfrentar a Margareth :D

Ah, se vc derrotar a Margareth, ela fala a razão da Elizabeth não estar no jogo.

Se alguém quiser saber eu falo, mas é um spoiler ENORME. :p

Não, ninguém quer que você fale ahuehauheuahe :D

Por enquanto estou jogando Shining Force Neo pela terceira vez :p

Esse Neo tá parado aqui faz tempo.

Depois do P4 quero terminar Ar Tonelico de novo.

Eu nem terminei o P3 ainda :O Shinobi como assim você não conseguia subir o nível de poder do personagem com liberdade???? Taz falando do fato de que o boneco fica cansado e fica errando mais os golpes ou o fato de você só poder subir uma quantidade limitada de andares do Tartarus até rolar uma lua cheia?

Bom, na verdade eu não lembro de detalhes, só lembro desse sentimento de “falta de liberdade”. No P4 você consegue jogar por horas seguidas para melhorar seu level, conseguir itens, etc. Para se ter uma idéia, você tem que salvar pessoas no mundo da TV e tem uns dias de limite. Teve vezes que, por exemplo, o seu tempo limite era de 15 dias, eu conseguia salvar em 2-3 dias pois conseguia elevar bastante meu nível antes. O resto do tempo que sobrava podia usar para outras coisas, como melhorar os relacionamentos entre os amigos, completar quests paralelos, tudo sem pressa. Mesmo assim sobrou um monte de quests que deixei de lado, mas podia muito bem ter completado quase todas. O que quero dizer é que você pode jogar detalhadamente ou sem se preocupar com o resto além da linha principal da história, pois se o tempo limite de resgate expirar é GAME OVER de cara. A tal liberdade eu encontro nisso, você não é obrigado a fazer tudo em um caminho estreito, você pode escolher como seguir esse caminho.

só uma coisa
vocês joga o persona 4 em japonês ou em USA?
:D

Basicamente eu só jogo RPG em japonês, não gosto de jogar em inglês, só quando não tenho escolha, como o Shining Force Neo que estou jogando agora. Não gosto das vozes em inglês. Além de ser complicado ficar jogado uma versão Jp e outra US, a configuração básica dos controles mudam, no Jp o botão “confirmar” eh o círculo, nos EUA é o “X”, então vivo confundindo os botões =/

ola amigo, não consigo fazer o melhor final de persona 4 pode me ajudar ja terminei duas vezes

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